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Forecast Business Travel para 2024

Estive em Atlanta no período de 21/07 a 24/07 atendendo a 55ª convenção do GBTA que acontece anualmente nos EUA. Foi minha décima participação no principal evento global para a indústria de viagens de negócios. GBTA significa “Global Business Travel Association”, e tem o objetivo de conectar milhares profissionais do mercado global, focando em conteúdo, tendências e networking.

Os principais temas continuam focados na transformação da indústria com o uso de IA, avanço do NDC que se trata de uma nova capacidade de distribuição do conteúdo das  Cias Aéreas para o mercado B2B, e visibilidade do crescimento esperado para os próximos anos, ratificando a previsão errada de vários gurus com conflitos de interesse, que após a pandemia cravaram a redução do tamanho do mercado em níveis de mais de 50%. 

Porém, graças a Deus eles estavam errados.

Logicamente analisando os últimos 25 anos, a indústria enfrentou muitas crises, iniciada pela recessão do 11/09! Verdade também que nenhuma dessas crises machucou mais essa indústria que a COVID-19 em 2020, mas a indústria se recuperou e só cresce ano a ano, sem dúvidas também alavancada pela inflação de preços, mas principalmente pelo retorno dos passageiros corporativos!

De acordo com a GBTI (Global Business Travel Index), pesquisa responsável pelos números apresentados no evento, a indústria de viagens gerou um gasto Global de U$1.3T em 2023, e agora está previsto U$ 1.5T para 2024 segundo os dados apresentados.

Diante dos atores na recuperação por região, as mais avançadas globalmente são América do Norte e América Latina. Em nossa região, o Brasil é de fato o protagonista, num total esperado de gastos de U$53B para LATAM, o Brasil deve superar U$30B em 2024.

“Predição é muito difícil, especialmente se for sobre o futuro”​

frase atribuída a Niels Bohr, mas olhando a recuperação de 2023/2024 versus os indicadores apresentados, nos leva a acreditar que certamente os números serão alcançados.

Resta aguardar e acompanhar em quais níveis, se de fato com crescimento orgânico dos negócios, ou se pressionados também por preços inflacionados. A boa notícia é que a indústria se recuperou já sendo maior que 2019 no pré-pandemia, e não caímos 50% conforme previsto pelos vendedores de plataforma virtuais.O “face to face” continua imbatível, o Brasil está recheado de setores que têm viagens corporativas essenciais, e mesmo com o auxílio da tecnologia para ganharmos eficiência nas relações, trabalho híbrido, as viagens corporativas continuam crescendo, e espero e torço que os níveis destacados na pesquisa sejam de fato alcançados.

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