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Pare de comprar ou gerir viagens na plataforma se você pode fazer pelo Claude.

Eu vi uma chamada parecida de uma gigante do varejo dizendo: "PARE DE COMPRAR NO SITE SE VOCÊ PODE COMPRAR NO WHATSAPP"....

É SOBRE ISSO QUE VAMOS FALAR POR AQUI...

Durante muito tempo, confundimos o meio com o fim. Criamos plataformas, aplicativos, menus, filtros e diferentes jornadas digitais. Depois, ensinamos as pessoas a navegar por tudo isso para conseguir realizar tarefas que, no fundo, eram bastante simples.

Comprar uma passagem. Reservar um hotel. Aprovar uma viagem. Consultar uma despesa.

A tecnologia evoluiu, mas continuamos exigindo que o usuário entendesse como cada sistema funcionava. Ele precisava encontrar a funcionalidade correta, preencher campos, aplicar filtros, comparar opções e avançar por diferentes telas até concluir o que precisava.

A inteligência artificial começa a romper essa lógica.
Agora, em vez de aprender a operar uma plataforma, o usuário simplesmente diz o que deseja. E isso muda completamente a relação entre as pessoas e a tecnologia.

Não estamos falando apenas de colocar um chatbot dentro de um sistema. Estamos falando de transformar a própria inteligência artificial na porta de entrada para produtos, serviços e processos corporativos.

No mercado de viagens, essa mudança é especialmente relevante.

Uma viagem corporativa envolve muito mais do que encontrar um voo. Existem políticas, limites de orçamento, acordos comerciais, centros de custo, aprovações, segurança, atendimento e prestação de contas. É uma jornada cheia de regras que, embora necessárias para a empresa, muitas vezes tornam a experiência mais complexa para quem viaja.

A questão, portanto, não é simplesmente facilitar uma busca. É permitir que a pessoa faça um pedido em linguagem natural enquanto toda a complexidade continua sendo tratada nos bastidores.

Foi exatamente essa reflexão que nos levou, na Kontrip, a integrar nossa tecnologia ao Claude.

A partir dessa conexão, o viajante pode informar o destino, as datas, os horários e suas preferências por texto ou voz. A inteligência artificial consulta as opções disponíveis, compara preços e companhias aéreas e apresenta alternativas alinhadas à política de viagens daquela empresa.

Depois da escolha, a reserva pode ser realizada por meio da integração. Ao mesmo tempo, as regras corporativas e os fluxos de aprovação continuam preservados dentro da Kontrip.

Para o usuário, existe uma conversa.
Por trás dela, existe toda a infraestrutura necessária para que a empresa mantenha controle, compliance e visibilidade.

Essa diferença é importante porque a verdadeira transformação não está apenas na IA que conversa. Está na capacidade de conectar essa conversa aos sistemas que efetivamente executam as tarefas.

É aí que entra o MCP, ou Model Context Protocol. Sem entrar no excesso de detalhes técnicos, ele funciona como uma ponte entre os assistentes de inteligência artificial e as plataformas corporativas. Em vez de apenas responder perguntas, a IA passa a acessar funcionalidades e realizar ações autorizadas.

Na prática, a inteligência artificial deixa de ser somente um lugar para buscar informações e começa a se transformar em um ambiente de operação.

Isso não significa que as plataformas deixarão de existir.
Elas continuarão sendo fundamentais para organizar dados, executar processos, controlar regras e garantir segurança. O que pode deixar de existir é a obrigação de o usuário começar sua jornada dentro delas.

A plataforma passa a ser a infraestrutura. A inteligência artificial passa a ser a interface.

Essa inversão muda também a forma como as empresas precisam pensar seus produtos. Durante anos, a discussão esteve concentrada em trazer o usuário para dentro do aplicativo. Quanto mais tempo ele permanecesse ali, maior seria o engajamento.

Talvez a próxima fase seja exatamente o contrário.
Os melhores produtos poderão ser aqueles que resolvem uma necessidade sem obrigar o usuário a navegar pela plataforma. Empresas que entenderem isso deixarão de disputar apenas espaço na tela e passarão a disputar relevância dentro do fluxo de trabalho das pessoas.

A escolha do Claude para a primeira integração da Kontrip partiu dessa visão e também da observação dos nossos próprios clientes. Em uma pesquisa ele apareceu como o assistente de IA mais utilizado por nossos clientes em ambientes corporativos.

Em vez de criar mais um lugar para o viajante acessar, decidimos levar os recursos da Kontrip para um ambiente que ele já utiliza.

Começamos pelas passagens aéreas por serem uma das etapas mais relevantes e sensíveis da jornada. Mas o potencial é muito maior.

Hotéis, gestão de despesas, consultas gerenciais e análises preditivas também poderão acontecer por meio de interfaces conversacionais. Um gestor poderá perguntar quanto a empresa gastou em determinado período, quais viajantes ficaram fora da política ou quais reservas ainda não foram realizadas e podem sofrer aumento de preço.

A resposta não precisará vir apenas como um relatório. Poderá gerar uma ação.

O mercado brasileiro de viagens corporativas faturou R$ 147,8 bilhões em 2025, segundo a FecomercioSP, alcançando o maior nível de sua série histórica. Para 2026, a projeção é chegar a R$ 158 bilhões.

Estamos falando de um setor enorme, com processos complexos e uma necessidade permanente de equilibrar experiência, controle e redução de custos. Por isso, acredito que viagens corporativas serão um dos ambientes em que essa nova forma de interação poderá gerar mais impacto.

Esse talvez seja o principal desafio da próxima era: esconder a complexidade sem perder o controle.

Na Kontrip, estamos dando um passo nessa direção. Não apenas adicionando inteligência artificial à plataforma, mas mudando a porta de entrada para nossa tecnologia.
No final, o viajante não quer usar um sistema de viagens.
Ele quer viajar.

A empresa não quer navegar por dashboards.
Ela quer reduzir custos, garantir compliance e tomar decisões melhores.

Se a inteligência artificial conseguir conectar essas intenções diretamente às ações, a discussão deixará de ser sobre qual plataforma o usuário deve acessar.

A pergunta passará a ser outra:
Se você já pode pedir, decidir e comprar por meio da inteligência artificial, por que começar pela plataforma?

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