Com base nos dados da pesquisa, nota-se uma inclinação significativa das empresas em incorporar o comércio exterior ao processo de compras, com 68% das empresas já realizando operações de importação. Para as que ainda não importam, os motivos detectados são predominantemente estratégicos e econômicos, como a falta de prioridade (45%) e o baixo volume (31%), sendo que a complexidade regulatória não foi apontada como um entrave (0%). Não há uma restrição severa declarada para integrar o COMEX à área de compras nessas empresas. Por outro lado, 29% das empresas já possuem operações altamente integradas, embora desafios como a dependência de poucos fornecedores e a volatilidade cambial exijam atenção. Para a maioria das companhias (49%), o modelo mais interessante seria o híbrido, que combina um time interno com parceiros especializados, garantindo flexibilidade e redução de riscos operacionais.
Sobre a questão relacionada à “falta de prioridade” por algumas empresas, podemos dizer que, de acordo com os dados, os principais motivos que alimentam essa percepção seriam:
- Baixo Volume de Operação: 31% das empresas que não importam acreditam que o volume atual não justifica o esforço de montar uma estrutura própria.
- Ausência de Ganhos Mensuráveis: A pesquisa indica que o principal gatilho para mudar essa mentalidade seria a existência de ganhos claros em custo. Sem essa visibilidade, o tema permanece fora do "radar estratégico" de curto e médio prazo.
- Barreira de Estrutura Interna: A necessidade percebida de criar processos e contratar pessoas dedicadas (citada por 10% como fator impeditivo) faz com que a gestão foque em outras frentes mais simples de executar.
- Falta de Parceiros Facilitadores: Muitas empresas passariam a considerar a importação como prioridade se houvesse um parceiro que assumisse a operação de ponta a ponta, eliminando a curva de aprendizado inicial.
Esse artigo é parte do ebook da Pesquisa de CPO & CSCO 2026, e você pode ver na íntegra no link.
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