Com a escalada geopolítica, como vemos em conflitos no Oriente Médio envolvendo o Irã, os impactos deixam de ser apenas um risco macroeconômico teórico e passam a afetar diretamente o dia a dia das empresas. Tensões na região podem pressionar rotas logísticas estratégicas, elevar o preço do petróleo, gerar volatilidade cambial e influenciar juros globais, refletindo rapidamente em custos, margens e fluxo de caixa.
Nesse contexto, o papel do CPO se torna ainda mais estratégico. Não basta apenas gerenciar fornecedores ou negociar preços. É cada vez mais necessário cruzar o contexto macroeconômico e geopolítico com dados internos da empresa para antecipar movimentos, avaliar riscos na cadeia de suprimentos e proteger o P&L.
Isso exige olhar para os dados históricos, aprender com ciclos passados e entender padrões de comportamento de preços, demanda e disrupções. Mas não é suficiente dirigir olhando apenas para o espelho retrovisor. A área de Compras precisa evoluir para o desenvolvimento de modelos preditivos que funcionem como faróis de milha, iluminando o caminho à frente e permitindo decisões antecipadas.
Ler o cenário, combinar histórico com capacidade preditiva e traduzir isso em estratégia de abastecimento deixou de ser apenas um diferencial competitivo. Em um ambiente de volatilidade crescente, tornou-se uma competência essencial para preservar margem, proteger o fluxo de caixa e garantir a resiliência do negócio.
🎯 Contexto 2026: Risco é predominantemente macro e regulatório, não operacional. Exige respostas de governança, compliance, planejamento de cenários e flexibilidade de sourcing.
Esse artigo é parte do ebook da Pesquisa de CPO & CSCO 2026, e você pode ver na íntegra no link.
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